Sem esse princípio tudo o que você faz perde o sentido
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| Sem esse princípio tudo o que você faz perde o sentido |
- Alice: Que caminho que eu vou tomar...
- Alice: Vamos ver pra onde ir...
- Alice: Eu só queria saber que caminho tomar...
- Gato: Isto depende, do lugar aonde quer ir.
- Alice: Realmente não importa, desde que eu...
- Gato: Então não importa que caminho tomar.
Em outras palavras, se você não sabe aonde você quer chegar, qualquer caminho que você seguir pode te servir.
Entre tanto, para aquele que tem consciência de onde quer chegar, se tornará mais claro o caminho que deverá seguir para chegar ao lugar desejado.
A caminhada e a jornada de uma pessoa que sabe aonde quer chegar se torna mais prazerosa e agradável, além de fazer com que a pessoa tenha mais força de vontade para vencer os obstáculos da caminhada até o destino desejado.
No início do artigo foi compartilhado um trecho do livro infantil "Alice no País das Maravilhas" (Alice in Wonderland) de Charles Lutwidge Dodgson, que retrata a falta que faz não saber aonde se quer chegar, e que toda a caminhada se torna 100% interligada ao destino desejado.
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| Alice no País das Maravilhas |
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| Charles Lutwidge Dodgson |
No livro "Os 7 Hábitos das Altamente Eficazez" (The 7 habits of Highly Effective People) de Stephen R. Covey, ele compartilha em um dos hábitos exatamente sobre esse ponto abordado aqui, que é objetivo, Covey trás esse princípio do objetivo como o hábito #2, que no caso é chamado de "comece com o objetivo em mente".
Gostaria de compartilhar com você um trecho bastante importante desse hábito #2, então vamos ver o que Covey diz: "Para ler as próximas páginas, por favor providencie um lugar onde possa ficar sozinho, e evite ser interrompido. Tire tudo da cabeça, a não ser o que estiver lendo e o convite que farei. Não se preocupe com seus compromissos, negócios, família ou amigos. Apenas abra sua mente e me acompanhe de
perto. Construa uma imagem mental da sua pessoa comparecendo ao enterro de
um ente querido. Com os olhos da mente, observe enquanto guia até o local do velório, estaciona o carro e sai. Quando entra no prédio, percebe as flores, a música suave do órgão. Você repara nos rostos dos amigos e da família à medida que entra. Sente que todos compartilham a dor da perda e a alegria de terem conhecido aquela pessoa — tudo isso é irradiado pelo coração dos presentes. Quando você caminha pelo local e olha dentro do caixão, de repente dá de cara com você mesmo. Este é seu velório, daqui a três anos. Todas aquelas pessoas vieram homenageá-lo, demonstrar o amor e o carinho que sentem por você. Ao sentar-se e aguardar o início do serviço fúnebre, você olha para o programa em suas mãos. Haverá quatro oradores. O primeiro é alguém da sua família, imediata e ampliada — filhos, irmãs, irmãos, sobrinhos, sobrinhas, tias, tios, primos e avós que vieram de diversos pontos do país para seu enterro. O segundo orador é um de seus amigos, alguém que pode dar uma ideia de quem você era, como pessoa. O terceiro orador é do seu meio
profissional ou local de trabalho. E o quarto pertence à sua igreja, ou organização comunitária à qual pertença. Agora pense profundamente. O que dirão esses oradores sobre você e sua vida? Qual é o tipo de marido, esposa, pai ou mãe que gostaria que fosse descrito? Que tipo de filho, filha ou primo? Que tipo de amigo? E de colega de serviço? Que tipo de caráter gostaria que eles tivessem descrito? Quais as contribuições e conquistas você gostaria de ver recordadas? Olhe cuidadosamente para as pessoas à sua volta. Que papel você gostaria de ter desempenhado na vida delas?".
É bastante profundo esse trecho do hábito #2, e todo o contexto que ele trás ao longo desse capítulo, sobre objetivo.
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| Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes |
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| Stephen R. Covey |
Na obra "Quem Pensa Enriquece" de Napoleon Hill, Hill compartilha logo no primeiro capítulo de seu livro a importância de se ter um objetivo, mais especificamente o desejo de alcançar esse objetivo, ele chama de "passo número 1 em direção a riqueza: desejo".
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| Quem Pensa Enriquece |
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| Napoleon Hill |
Então vamos ver uma história que Hill compartilha neste capítulo de seu livro: "Quando Edwin C. Barnes desceu do trem de carga, em East Orange, New Jersey, há mais de cinqüenta anos, poderia parecer um vagabundo, mas seus pensamentos eram os de um rei! Enquanto se encaminhava, dos trilhos da estação ao escritório de Thomas A. Edison, sua mente trabalhava. Via-se na presença de Edison. Ouvia-se pedindo uma oportunidade a Edison, de concretizar a consumidora obsessão de sua vida, o desejo ardente de tornar-se sócio comercial do grande inventor. O desejo de Barnes não era uma esperança! Não era um anseio! Era um desejo agudo, que transcendia a tudo o mais. Era definido. Alguns anos mais tarde, Edwin C. Barnes novamente se postou diante de Edison, no mesmo escritório em que conheceu o inventor. Dessa vez, seu desejo traduzira-se em realidade. Estava em negócios com Edison. O sonho dominante de sua vida tornara-se realidade. Barnes foi bem sucedido por ter escolhido um objetivo definido, colocando toda a sua energia, força de vontade, todo o esforço, tudo, por trás daquele objetivo. Cinco anos se passaram antes que aparecesse a oportunidade que buscava. Para todos, menos para si mesmo, ele parecia apenas um dente a mais na engrenagem comercial de Edison. Em sua mente, porém, via-se como sócio de Edison, a cada minuto, desde o dia em que começara a trabalhar lá. É um exemplo notável do poder de um desejo definido. Barnes conquistou seu objetivo porque queria ser sócio de Edison, mais do que qualquer outra coisa na vida. Criou um plano, para atingir seu propósito. Mas destruiu todas as pontes atrás de si. Sustentou o desejo até tornar-se a obsessão dominante de sua vida – e – finalmente, um fato. Quando se dirigiu a East Orange não disse a si mesmo: “Tentarei induzir Edison a darme alguma espécie de emprego”, mas sim: “Verei Edison e o avisarei de que vim para entrar em negócios com ele.” Ele não disse: “Conservarei os olhos abertos para outra oportunidade, caso falhe em
obter o que quero na organização Edison.” Mas disse: “Só há uma coisa no mundo que estou resolvido a obter e é uma sociedade comercial com Thomas A. Edison. Queimarei todas as pontes à minha retaguarda e arriscarei todo o futuro na minha capacidade de conseguir o que quero.” Não deixou a si mesmo nenhum caminho possível para a retirada. Tinha de vencer ou perecer! Eis toda a história do sucesso de Barnes!"
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| Thomas A. Edison |
Muito bacana a história de Barnes né? Mas vamos compreender melhor o que é o objetivo.
O que é o princípio #1 - tenha um objetivo?
O princípio #1 - tenha um objetivo é o primeiro passo para você desenvolver autodisciplina e conseguir enxergar o melhor caminho para se chegar no destino desejado.
O princípio #1 - tenha um objetivo é você saber aonde você quer chegar, é o seu destino, é aonde você quer estar daqui a alguns dias, semanas, meses ou até mesmo anos, vai depender do seu objetivo.
No caso de Barnes, ele tinha um objetivo claro, que era ser sócio de Edison.
"Os sonhos se tornam realidade quando o desejo os transforma em ação concreta. Peça grandes presentes à vida e a estimulará a dá-los a você" (Napoleon Hill)
Como construir o princípio #1 - tenha um objetivo?
No Princípios da Autodisciplina eu compartilho com você os 3 pilares para você desenvolver autodisciplina em sua vida, que são eles:
- Pilar #1 - clareza: Clareza é você saber exatamente aonde você quer chegar, e qual é o seu objetivo. É muito importante antes de tomar uma ação, a pessoa saber qual é o objetivo que ela quer atingir, porque aí ela toma as ações certas que irão levar ela em direção ao objetivo desejado.
- Pilar #2 - autodisciplina: Autodisciplina é a pessoa ter consistência e fazer o que tem que ser feito todos os dias, e dentro desse pilar que no caso é a autodisciplina você tem acesso aos 7 princípios que fazem você desenvolver autodisciplina na ação (ou várias ações) em sua vida.
- Pilar #3 - força de vontade: Força de vontade é você fazer o que tem que ser feito mesmo que você não queira fazer, isso é força de vontade, e depois que você tem clareza do que você quer, autodisciplina para ir em direção ao que você quer e aí surge a força de vontade que é a motivação necessária para você alcançar o seu objetivo.
Para você construir esse princípio, é importante que você se pergunte: que objetivo eu quero atingir? É um questionamento bastante profundo, logo depois irão surgir várias perguntas e vários questionamentos sobre quais ações tomar para ir em direção ao seu objetivo.
E alguns exemplos de objetivos são:
- Crescer na carreira profissional;
- Quitar as dívidas;
- Emagrecer;
- Ter mais energia;
- Ter foco e concentração;
- Criar um negócio;
- Melhorar de forma significativa o seu relacionamento com o seu cônjuge;
- Melhorar de forma significativa o seu relacionamento com a sua família;
- Encontrar um parceiro(a) para um relacionamento amoroso;
- Falar em público e encantar as pessoas;
- E vários outros objetivos que você provavelmente gostaria de atingir em sua vida;
Então vamos ver mais uma história que Hill compartilha no capítulo #1 de seu livro " Quem Pensa Enriquece": "Há muito tempo, um grande guerreiro enfrentou uma situação que lhe exigiu uma decisão capaz de lhe assegurar o sucesso no campo de batalha. Estava para mandar o exército contra poderoso inimigo, cujos homens excediam, em número, os seus. Embarcou os soldados nos navios, navegou para o país inimigo, desembarcou homens e equipamento, dando então a
ordem de atirar fogo aos barcos, que os tinham transportado. Dirigindo-se aos homens, antes da primeira batalha, disse ele: “Vocês estão vendo os barcos em chamas. Isso significa que não podemos deixar essas praias, vivos, a não ser que ganhemos! Não temos escolha agora – vencemos – ou perecemos!” Venceram. Toda a pessoa que vence numa iniciativa, deve estar pronta a atirar fogo aos seus
navios, cortando todas as retiradas. Somente assim procedendo é que se pode ter certeza de um estado de espírito conhecido como ardente desejo de vencer, o que é essencial ao
sucesso. Na manhã seguinte ao grande incêndio de Chicago, um grupo de comerciantes estava na rua State, vendo os escombros fumegantes do que tinham sido suas lojas. Fizeram uma conferência para resolver se tentariam reconstruir, ou se deixariam Chicago, para começar outra vez, numa parte mais promissora do país. Chegaram à decisão – todos, exceto um – de deixar Chicago. O comerciante que resolvera ficar e reconstruir apontou o dedo para as ruínas de sua loja e disse: “Senhores, nesse mesmo lugar construirei a maior loja do mundo, não importando quantas vezes ela possa incendiar-se.” Isso foi há quase um século. A loja foi construída. Lá está ela hoje, monumento altaneiro ao poder do estado de espírito conhecido como desejo ardente. Teria sido muito mais fácil para Marshall Field fazer o que seus colegas comerciantes fizeram. Quando as coisas ficaram pretas e o futuro parecia sombrio, arrumaram as malas e foram para onde as coisas pareciam mais fáceis. Note bem a diferença entre Marshall Field e os outros comerciantes, porque é a mesma diferença que distingue praticamente a todos os que têm êxito, dos que fracassaram. Todo o ser humano que alcança a idade da compreensão do propósito do dinheiro anseia por ele. Ansiar não traz riquezas. Mas desejá-las num estado de espírito que se torna obsessão, planejar modos e meios definidos para adquiri-las, sustentar os planos com
persistência que não reconhece o fracasso, trará riquezas".
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| Marshall Field |
Muito bacana a história de Marshall Field né?
Foi realizado um podcast no Podcast Autodisciplina no canal Vitor Couthe no YouTube, sobre o princípio #1 - tenha um objetivo, assista agora.
Para se inspirar ainda mais e compreender o poder do princípio #1 - tenha um objetivo, vamos ver uma história que Hill compartilha no final do capítulo #1 de seu livro "Quem Pensa Enriquece": "Um curto parágrafo, num despacho de jornal referente a Madame Schumann-Heink fornece-nos a pista para o sucesso estupendo, como cantora, dessa mulher incomum. Cito o parágrafo, porque a pista que contém não é senão o desejo. No começo de sua carreira, Madame Schumann-Heink visitou o diretor da Ópera da Corte de Viena, para que lhe testasse a voz. Mas ele não o fez. Após um olhar à moça mal vestida e tímida, exclamou, não multo gentilmente: “Com esse rosto e sem nenhuma personalidade, como pode esperar vencer na ópera? Minha filha, desista da ideia. Compre uma máquina de costura e vá trabalhar. Você nunca poderá ser cantora." Nunca e um longo tempo! O diretor da Ópera da Corte de Viena conhecia bem a técnica
do canto, mas conhecia bem pouco o poder do desejo, quando assume as proporções de uma obsessão. Se tivesse conhecido melhor esse poder, não teria cometido o erro de condenar um gênio, sem dar-lhe uma oportunidade. Há muitos anos, um de meus sócios comerciais adoeceu. Piorou com o decorrer do tempo, até que, afinal, foi levado ao hospital, para ser operado. O médico avisou-me de que pouca ou nenhuma chance haveria de vê-lo vivo novamente. Essa era a opinião do médico, porém, não era a opinião do paciente. Antes de ser levado para a mesa, sussurrou, fracamente: “Não se incomode, chefe, sairei daqui em alguns dias.” A enfermeira de serviço olhou-me, penalizada. Mas o paciente se salvou. Depois que tudo terminou, o médico afirmou: “Só o seu desejo de viver é que o salvou. Nunca teria agüentado se não se tivesse recusado a aceitar a possibilidade de morte." Acredito no poder do desejo, apoiado pela fé, porque vi esse poder erguer homens de origem obscura a posições de riqueza e poder; já o vi roubar a sepultura de sua vítima; vi-o servindo de meio para que homens ensaiassem a volta, após derrotas em centenas de maneiras diferentes; vi-o permitir ao meu filho uma vida normal, feliz e bem sucedida, apesar da natureza tê-lo mandado ao mundo sem orelhas. Como se pode subjugar e utilizar o poder do desejo? Isso foi respondido através desse e dos capítulos subseqüentes do livro. Através de um princípio estranho e poderoso de “química mental”, jamais divulgado, a natureza envolve no impulso do desejo forte, aquele “algo” que não reconhece palavras como “impossível” e não aceita realidade como a derrota".
Muito bacana a história de Schumann-Heink né?
Conclusão
O cominho que você escolher percorrer, só irá fazer sentido para você, se você tem um destino.
Esse foi o nosso artigo de hoje, espero sinceramente que ele te ajude a desenvolver autodisciplina.
Se você quiser se aprofundar no assunto que foi abordado nesse artigo, inscreva-se no Desafio da Autodisciplina, é um evento 100% online e 100% gratuito, para se inscrever no Desafio da Autodisciplina clique aqui.
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